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“Quer coisa melhor?” “Se deixar, eu passo o fim de semana inteiro aqui”. Instantes depois de se deitar, curvado levemente como se fosse um feto, livre de suas tarefas terrenas, pode-se enfim se entregar ao prazer. “A rede cria o espaço do sono. Ela suspende o indivíduo, aproxima-o do espaço celeste. Numa rede está o contrário do fazer: o não-fazer”.

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No Brasil de outrora, dormir em cama era coisa de gente chique. Era o sonho de luxo de Sinhá Vitória, a mulher de Fabiano, em Vidas Secas, de Graciliano Ramos. O povo brasileiro só dormia em rede. Nela viveram os grandes guerreiros tupinambás, roncaram os jagunços de Antônio Conselheiro, de Canudos, os cangaceiros aperreados de Lampião. E ainda hoje a rede acolhe a brava gente sertaneja.

“Mãe véia, mãe véia”, chamavam-na os viajantes dos séculos passados, ao sentirem a falta do afeto do abraço da rede, comparado ao colo de mãe, ao deparar com a cama dos hotéis sem apoio nas paredes para suas redes. Muitos não admitiam outra maneira de dormir. Outros ainda não admitem. Dá para imaginar uma viagem pelos rios da Amazônia sem as redes penduradas nos barcos gaiolas? E uma pousadinha no Nordeste sem ela para balançar na varanda? Pois foi na rede que boa parte da cultura brasileira foi forjada: as canções de Dorival Caymmi, os romances de Jorge Amado.

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Benção no ar

“Um leito suspenso não aparece em paragem alguma deste mundo antes que Cristóvão Colombo pisasse a areia de Guananaí e Pedro Álvares Cabral a praia brasileira de Porto Seguro”, escreveu Cascudo em seu livro Rede de Dormir – Uma Pesquisa Etnográfica. Segundo Cascudo, na África e na Ásia “dormia-se em esteiras de palha ou peles de animais”. Foi só na América que os europeus encontraram os homens balançando sobre as redes.

Pois os europeus logo caíram de amores pela rede. Afinal, não havia nada melhor para levar na sacola, junto com a farinha de mandioca, para desbravar aquela terra virgem. Nela dormiram e trabalharam viajantes naturalistas dos séculos 19 e 20. Numa época em que se viajava sertão afora em carros de boi, a leveza das redes era uma bênção.

No século 16, a rede estava difundida em quase todas as aldeias do Brasil. Sua forma era mais rústica, trançada apenas com grandes malhas, parecidas com as de pesca. Só ganhariam os luxos e balangandãs de hoje com a chegada das portuguesas, que lhes aperfeiçoaram a técnica com a renda dos teares, dando-lhes as franjas e varandas e tornando-as mais macias e ornamentais.

Balanço criativo

Na capital mais quente do Brasil, Teresina, existe a expressão bró-bró, para apelidar o período de calor mais causticante do ano: os quatro meses que terminam em “bro”, setembro, outubro, novembro e dezembro. “Nessa época, a rede fora de casa é a melhor companheira para as noites de suor”, diz Zebinha um apaixonado por rede. “A regra sertaneja é pendurar a rede bem alto, de modo que apenas a mão encontre o chão. Queda ruim é de rede baixa. De rede alta é possível aprumar o jeito do cair”, diz. Outro detalhe: a rede deve ficar folgada. “O cabra prefere o diabo à rede tensa.” Segundo Zebinha, a melhor rede é a chamada de sol a sol, porque é grande, cabe um casal dentro e dá para dormir numa boa. Mas o próprio expert admite: “Rede boa é aquela que não dá vontade de levantar”.

A nação nordestina, a exemplo de Zebinha, é rica em criar metáforas da rede com a vida. Tem conselho: “Olha lá onde você vai armar a rede”. Elogio: “Fulano que sabe armar a rede é cara esperto”. Esta meio machista: “Não há rede igual nem mulher diferente”. Para viajantes inveterados: “Sicrano vive com a rede nas costas”. E, ainda, uma boa para quem precisa, digamos, meditar: “Ah, vá pedir conselho à rede”.

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E será que a rede ajuda mesmo a pensar? “O balanço suave da rede trabalha a bipolaridade do cérebro, estimulando ao mesmo tempo o lado direito e o esquerdo, ou seja, o hemisfério subjetivo e o objetivo”, afirma Gil Kehl, terapeuta ayurvédico de São Paulo, que indica a rede para bolar projetos. “Esse é um momento em que ficamos bastante conscientes e presentes, numa espécie de estado de lucidez”, diz. Para ele, a rede ainda tem o valor de ser ortopédica. “Ao contrário da cama, ela encosta todos os apoios da coluna, aconchega e ajuda a relaxar os nervos e o corpo”, diz. Para quem quer dormir na rede, Gil, que já passou um ano na Bahia dormindo em uma, recomenda que o faça de atravessado, “o que deixa a coluna mais reta e confortável”.

Para Câmara Cascudo, não dá nem para comparar a rede com a cama. “O leito obriga-nos a tomar seu costume, ajeitando-se nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede não: ela toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos e repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. Do jeito que a gente deita ela se molda.”

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Mas, mesmo sendo usada só nos momentos de descanso e deleite, a rede lembra o gesto de ninar, o colo, o aconchego. Eta vidinha boa essa da rede. Quantos brasileiros não foram criados no ritmo? Um deles, com certeza, foi o mestre Câmara Cascudo, que termina seu livro com uma foto sua na mesma posição em que ele, eu, o Zebinha do Piauí, e outros milhões de brasileiros tanto adoramos ficar. Quer coisa melhor?

Resumo do texto de Eduardo Petta para a revista Vida Simples. Para ler na íntegra, clique aqui!

Hotéis Compactos no Tamanho e Grandes no Design

Hotéis estão atraindo hóspedes com design arrojado e preços baixos. Reduz-se o custo diminuindo o metro quadrado, cortando alguns serviços de quarto e banheiros individuais.

Veja sete exemplos com fotos e detalhes:

Pod Hotel
New York
Tamanho: 7,4 metros quadrados
Custo: $89 USD(beliche); preço promocional de $69 USD para março
Porque atraem hóspedes: Wi-Fi livre, as estações de iPod, controles dimmer e uma tevê do LCD faz o hospede esquecer que é um hotel de baixo custo.

pad - pad

The Jane
New York
Tamanho: 4,6 metros quadrados
Custo: $99 USD para cabines padrão; preço promocional de $75 USD
Porque atraem hóspedes: Luxos modernos como um reprodutor de DVD, docas de iPod, e internet wireless grátis para manter o hóspede ocupado.

theJane - theJane

EasyHotel
Londres
Tamanho: 8 a 9 metros quadrados
Custo: Começo das taxas de Londres em £24.50/$34 USD
Porque atraem hóspedes: Com as 5 posições centrais a escolher em Londres, opera como linhas aéreas de baixo custo, quanto mais cedo se registra, melhor a taxa. A única coisa que vem com o quarto é uma toalha, mas banhos privativo a estes preços já é pedir de mais.

Easy - Easy

Yotel
Amsterdã e Londres:
Tamanho: 7 metros quadrados
Custo: Amsterdã - €35/$44 USD por 4 horas, até €75/$95 USD; Londres - £25/$30 USD por 4 horas, até £58/$80 USD
Porque atraem hóspedes: Ótima localização central. São alusivos aos hotéis de cápsula japoneses. Incluem banhos privativos e artigos de higiene pessoal.

Yotel - Yotel

Hotel de Qbic
Amsterdã
Tamanho: 18-24 metros quadrados
Custo: €69/$87 USD
Porque atraem hóspedes: Se a cama feita a mão não for o bastante para prender o hospede, ele pode escolher a cor de seu quarto (“amarelo maduro,” “romance vermelho,” ou “profundamente - amor roxo “) Qbic igualmente usa a mesma estratégia da empresa aérea Ryanair, ou seja para quem reserva antes tem taxas mais baixas.

Qbic - Qbic

Hotel Tune
Kuala Lumpur,
Tamanho: 11.6 metros quadrados
Custo: RM 9.99/$3 USD
Porque atraem hóspedes: Com 5 posições na Malasia e taxas baixíssimas. Quartos de limpos e minimalistas.

Tune - Tune

Citizen M Hotel
Aeroporto de Amsterdã
Tamanho: 12 de metros quadrados
Custo: €79/$100 USD (Sextas-feiras, Sábados e Domingos em €69/$87 USD)
Porque atraem hóspedes: Estes quartos pré-fabricados vêm equipados com um ousado banheiro (vide foto), do “mood pad” para mudar sua cor do quarto, o Wi-Fi livre e filmes por encomenda gratuitos.

Citizen - Citizen

Na integra em inglês at Fast Company

Financiamento Para Empresas Prestadoras de Serviços Turísticos

Turismo com grana

dinheiro - empréstimo

No começo de junho os ministérios do Turismo e do Trabalho e Emprego lançaram uma linha de crédito chamada Giro Setorial Turismo, com recursos destinados ao financiamento do capital de giro de empresas prestadoras de serviços turísticos.

Para que micro, pequenas, médias e grandes empresas tomem um empréstimo de até R$ 5 milhões, pagos em no máximo três anos, é necessário estar cadastrada no sistema eletrônico Cadastur – banco de dados que hoje possui mais de 38 mil nomes entre prestadores de serviços turísticos (agências, hospedarias e empresas de transporte) e guias de turismo. Acesse: www.cadastur.turismo.gov.br

Já no ano passado foi lançado o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que é uma linha de crédito de US$ 1 bilhão destinada a estados e municípios interessados em desenvolver o turismo em suas regiões. Os recursos são solicitados ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Ministério do Turismo.

Mas para ter acesso a estes valores, antes é necessário que os órgãos governamentais sigam as regras do Manual de Planejamento e Gestão Socioambiental, uma cartilha lançada agora em junho, que traz as medidas socioambientais que devem ser colocadas em prática. Solicite este documento para o email: ricardo.mendes@turismo.gov.br

Fonte: AdventureFair

Jornal Valor Econômico, 19/05/2009
Os hotéis perderam hóspedes por conta da desaceleração econômica e mesmo assim aumentaram preços e receitas. Soa como um contrassenso, mas foi a estratégia usada pelo setor de hospedagem no primeiro trimestre e dá mostras de ter funcionado.

O movimento de retração da demanda e de elevação dos preços se aplica tanto aos empreendimentos de gestão independente quanto àqueles filiados a redes hoteleiras. Nesse segundo grupo, os hotéis perderam 5,6% dos seus clientes de janeiro a março e a ocupação média dos apartamentos caiu de quase 61% para 57%, em relação a igual período de 2008. Em compensação, as diárias subiram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1. Assim, a receita gerada por cada quarto - vazio ou ocupado - cresceu 3,9%, para R$ 96,5. Os dados são do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e englobam 309 hotéis filiados a redes e 43 mil apartamentos no total.

No caso dos hotéis independentes - 18 mil no país com um total de 1,1 milhão de quartos, segundo a Abih, associação que representa o segmento -, não há indicadores de desempenho. Mas é possível ter uma ideia da oscilação dos preços com base na inflação medida pelo IPCA. O aumento de preços na categoria hotel foi de 4,35% no primeiro trimestre, bem acima da inflação geral do período de 1,23%.

“Antes de o ano começar, tínhamos expectativas piores. Foi um primeiro trimestre bom e deve melhorar daqui para frente”, afirma Rafael Guaspari, presidente do Fohb. Ele lembra que há diferenças relevantes conforme a categoria ou localização do hotel. Os empreendimentos econômicos, por exemplo, registraram aumentos percentuais de receita maiores do que os hotéis de categoria Leia o restante deste artigo »

Hotel usa Marketing Viral no 1º de Abril e Atrai 200 mil

O Hotel Yotel, com três unidades na Europa, usou a internet para propagar uma mentirinha neste 1º de abril e, por tabela, promover o nome da empresa. Milhares de usuários caíram na história de que estaria sendo lançado um hotel-helicóptero, com 18 quartos de luxo, que promoveria uma única e memorável experiência aos viajantes.

hotelicopter - Hotelicopter

O anúncio, enviado por e-mail e através do site http://hotelicopter.com, dizia que, pela primeira vez, um hotel cinco estrelas podia voar e o primeiro voo estaria marcado para o dia 26 de junho saindo de Nova York.

O vídeo da propaganda, com duração de 37 segundos, foi feito com ajuda da computação gráfica e mostrava o tal helicóptero durante um voo. “Apesar de ser uma brincadeira, talvez no futuro isso seja uma realidade”, afirma Jô Berrington, porta-voz da Yotel, que encontrou um jeito de usar o marketing viral neste 1º de abril. “Nós estamos tentando ultrapassar fronteiras e fazer as pessoas pensarem nas possibilidades.”

Mais de 211.000 pessoas viram o vídeo do Hotelicopter no You Tube.

Sabe quanto custa divulgar o nome de seu Hotel/Pousada para mais de 200 mil pessoas pela mídia tradicional? Como diz a propaganda de um banco: Em Dois Mil, Inove!

Fonte: PEGN

Vídeo Aprender e Empreender - Pousada e Hotéis

A série Aprender a Empreender - Pousadas e Hotéis é uma mini-novela produzida pelo Sebrae e Canal Futura que conta a trajetória de um empreendedor e sua família na administração de uma pousada. Os capítulos mostram como os personagens resolvem problemas de relacionamento e gestão, para transformar a hospedagem num empreendimento de sucesso. Cada capítulo busca instigar o público-alvo a refletir e buscar mais informações sobre os conteúdos propostos. Não deixe de conferir:

Basileiro Passa 3 Vezes Mais Tempo na Internet do que na TV

Uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte com 1.022 entrevistados no Brasil, constatou que os nós passamos três vezes mais tempo conectados à internet do que assistindo à televisão. Os brasileiros passam 82 horas por semana utilizando e recorrendo a diferentes tipos de mídias e entretenimentos tecnológicos, incluindo os celulares.
O seu estabelecimento já esta na internet? Sim? Isso não basta pois seus concorrentes também estão. O seu site tem que ter algo diferente, ferramentas que façam as pessoas voltarem sempre ou indicar para os amigos.
Para saber como deixar seu site mais atraente, clique aqui!

Oportunidade na Rodada de Negócios no Salão de Turismo

O 4º Salão do Turismo será realizado de 1º a 5 de julho de 2009, no Parque Anhembi, em São Paulo. O público do Salão inclui gestores públicos, micro e pequenos empreendedores, profissionais do setor, operadores e agentes de turismo receptivo, imprensa, pesquisadores, professores de instituições de ensino superior de turismo e hotelaria, estudantes e visitantes em geral.

Dentro do Salão acontecerá a Rodada de Negócios – Roteiros do Brasil - será realizada durante os dias 02 e 03 de julho de 2009. Nesta oportunidade, acontecerão, de maneira dinâmica e inovadora, encontros entre os fornecedores locais (agentes de turismo receptivo e meios de hospedagem) e as operadoras nacionais, com o intuito de promover a comercialização de produtos turísticos brasileiros.

Deixe para última hora para cadastrar seu hotel/pousada. Para participar faça sua pré-inscrição por meio do formulário, clicando aqui!

RodadadeNegocio - Rodada de Negocio Feira de Turismo

A Hora é Essa, Pra Que Esperar? Alguém Tem Alguma Ideia?

Nesta semana, o diretor de uma rede hoteleira demonstrou receio em relação as expectativas do que acontecerá após o mês de março. “Não sei como o mercado está reagindo e não temos nenhuma previsão do que pode vir a acontecer depois desses primeiros dois meses de 2009. Iremos suspender todas as ações de marketing e outros investimentos como repaginações em UHs”, disse o executivo. Rebati com o seguinte argumento: penso que você está equivocado. Dois meses é muito tempo para se perder e este é o momento certo para investir em marketing, captar novos mercados, desenvolver pacotes, conversar com seus fornecedores e colaboradores de cada uma de suas unidades em busca de novas ideias para tentar melhorar o que já está bom. Vender como nunca pois a hora é essa, pra que esperar?

Não estou aqui tentando vender ou Leia o restante deste artigo »

O Seu Hotel Esta Em Crise?

O que fazer quando o seu hotel apresenta problemas do ponto de vista de negócio, com prejuízo operacional e/ou baixo retorno sobre o investimento? O que fazer com a falta de perspectiva? Em situações como essas nos deparamos com a dúvida de qual o melhor caminho a seguir. Fechar o hotel? Vender? Trocar de operadora hoteleira? Trocar o gerente-geral? Reformar o hotel? Os caminhos são muitos, mas uma coisa é certa: não existe uma solução mágica para acabar com os problemas estruturais de um negócio hoteleiro.

Isso não quer dizer que nada deva ser feito, e sim que é preciso ter cuidado antes de tomar uma decisão. É preciso analisar o seu negócio, pesquisar o mercado, definir objetivos e planejar as ações de forma coordenada. Esse processo deve ser entendido como Leia o restante deste artigo »

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